BALANÇO SEMANAL CNC — 18 a 22/12/2017

12.22.2017

CNC entende que safra de 45 milhões de sacas divulgada pela Conab condiz com a realidade do cinturão produtor em 2017

 

 

 

SAFRA 2017 — A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, ontem, seu quarto levantamento para a safra 2017, apontando que o Brasil produziu 44,970 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. Esse volume representa um declínio de 12,46% na comparação com as 51,369 milhões de sacas colhidas em 2016.

 

Segundo a estatal, a quebra se explica, principalmente, por 2017 ser o ano de baixa dentro do ciclo bienal da variedade arábica, que recuou das 43,382 milhões de sacas de 2016 para as atuais 34,249 mi/scs, uma queda de 21,05%.

 

Já o cultivo de café conilon cresceu 34,23% este ano, alcançando 10,721 milhões de sacas contra as 7,987 milhões de sacas do ano passado. A recuperação desta variedade se deu em função da melhoria do clima no Espírito Santo e também de maior utilização de tecnologias, como o plantio de café clonal, e do maior investimento nas lavouras.

 

O CNC entende que o estudo realizado pela Conab vem ao encontro do que presenciamos nas lavouras ao longo deste ano, sendo este o prognóstico mais confiável sobre a produção de café no Brasil. Temos acesso a diversas informações referentes a nossas colheitas, as quais sabemos que não possuem um trabalho estatístico sério e crível, mas sim, muitas vezes, enviesado e com o objetivo de influenciar negativamente o mercado em seus "gaps" especulativos.

 

Como feito ao longo dos últimos anos, reiteramos que sempre nos posicionaremos junto ao Governo Federal para continuar defendendo a credibilidade dos números da Conab no que diz respeito aos levantamentos das safras de café do Brasil, assim como permaneceremos realizando as interpelações que se fizerem necessárias a outros órgãos e/ou entidades – as quais não levamos a público para evitar ainda mais publicidade às informações negativas e descompromissadas – que insistem em especular com a colheita do principal produtor mundial e, infelizmente, acabar impactando negativamente a renda e a competitividade dos produtores.

 

CONTRATAÇÃO DE FAC DO FUNCAFÉ — Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação do prazo para contratação da linha de Financiamento para Aquisição de Café (FAC) do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o período entre 1º de abril e 31 de janeiro do ano seguinte. Anteriormente o prazo ia de 1º de abril a 30 de dezembro do mesmo ano.

 

O colegiado justificou que a medida “visa potencializar a utilização dos recursos ao amparo desta linha e a equiparar o período de contratação ao das demais operações de crédito rural de comercialização”. As alterações constam na Resolução 4.617/2017, de 21/12/2017, que também dispõe sobre alterações no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e no Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra).

 

A respeito do Moderfrota, a mudança ocorrida envolve a elevação do prazo de pagamento da primeira prestação de 12 para 14 meses após a contratação do crédito, possibilitando adequação entre o período de geração de receitas e o pagamento das parcelas do financiamento, cujo reembolso deve ocorrer em até sete anos.

 

Em relação ao Moderinfra, houve elevação dos limites de crédito de R$ 2,2 milhões para R$ 3,3 milhões por beneficiário no caso de empreendimento individual e de R$ 6,6 milhões para R$ 9,9 milhões para empreendimento coletivo, excepcionalmente até 30 de junho de 2018, como forma de estimular os sistemas de produção sob irrigação.

 

BOAS FESTAS — O CNC aproveita a aproximação das festividades de fim de ano para desejar a todos um Natal abençoado e um 2018 repleto de saúde, paz, energia positiva, realizações, muita sabedoria nos pleitos políticos que enfrentaremos, recordando que é nossa responsabilidade eleger nossos governantes, e, principalmente, cafés excepcionais a serem produzidos, industrializados e comercializados para, enfim, termos a satisfação de degusta-los.

 

 

Aproveitamos o ensejo para agradecer a todos que estiveram envolvidos conosco neste ano que se finda, em especial aos nossos parceiros no ciclo de diversas atividades e dos muitos trabalhos que pudemos realizar em prol da cafeicultura brasileira, em especial do setor produtor, composto por nossos cafeicultores e nossas cooperativas. Muito obrigado!

 

Por fim, comunicamos que o Balanço Semanal do CNC voltará a ser distribuído na segunda quinzena de janeiro de 2018, uma vez que, até lá, nossas áreas técnica e de comunicação estarão engajadas na elaboração do Relatório Anual de Gestão.

 

MERCADO — Em meio à baixa volatilidade devido à proximidade das festas de final de ano, os futuros do café arábica acumularam discreta valorização nesta semana.

 

No Brasil, o dólar comercial foi cotado ontem a R$ R$ 3,31, sem variação significativa em relação à última sexta-feira. No mercado cambial, há cautela frente aos riscos de rebaixamento da nota do País após o adiamento da votação da reforma da previdência para fevereiro de 2018.

 

Em Nova York, o vencimento março de 2018 do contrato C encerrou a sessão de quinta-feira a US$ 1,2455, com valorização de 380 pontos ante o fechamento da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o contrato janeiro/2018 do café robusta perdeu US$ 26, e foi cotado a US$ 1.705 por tonelada.

 

Segundo a Somar Meteorologia, há previsão de chuvas sobre o cinturão cafeicultor do Brasil nos próximos dias. Até a quarta-feira (27), há estimativa de acumulados da ordem de 100 milímetros no Paraná, oeste de São Paulo e Baixa Mogiana e entre 70 e 100 mm no Cerrado Mineiro, Alta Mogiana e sul de Minas Gerais.

 

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou análise destacando que, embora as chuvas de dezembro venham favorecendo o desenvolvimento da safra 2018/19 de café, está afastada a possibilidade de uma produção recorde no Brasil. A instituição aponta como fatores limitantes os altos índices de desfolha e abortamento de flores no Cerrado Mineiro e na Mogiana Paulista e a grande taxa de renovação de cafezais na primeira região.

 

No mercado físico nacional, permanece o cenário de baixa liquidez, conforme esperado para esta época do ano. Ontem, os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 445,62/saca e a R$ 355,10/saca, com variações de, respectivamente, 0,3% e -1,1% na comparação com o fechamento da semana anterior.

 

 

 

 

 

Atenciosamente,

 

Deputado Silas Brasileiro

Presidente Executivo

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