BALANÇO SEMANAL CNC — 16 a 20/07/2018

07.20.2018

Safra 2018: colheita de café está atrasada, mas qualidade é boa

 

Menor índice de cata se justifica pela safra maior e pelas intensas chuvas em parte do cinturão produtor no primeiro semestre

 

Conforme citamos em nosso informativo anterior, o clima seco atual favorece o andamento da colheita de café no Brasil. Entretanto, em relação ao ano passado, os trabalhos estão um pouco atrasados, devido a intensas chuvas no cinturão do conilon e, para o arábica, na Zona da Mata durante o primeiro semestre de 2018, além de a safra deste ano ser maior.

 

Em todo o Brasil, a colheita de café robusta, até 15 de julho, alcançou 65% do previsto, com os trabalhos já concluídos em Rondônia, segundo apontou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

 

O percentual deste ano está atrasado em relação a 2017, uma vez que a colheita de conilon nacional estava praticamente encerrada ao final da primeira quinzena de julho.

 

"Apesar dos atrasos, vale ressaltar que o clima mais úmido em 2018 durante o desenvolvimento da produção deve elevar a qualidade do robusta", pondera a instituição.

 

Os trabalhos de cata do café arábica, também até o fim da primeira quinzena de julho, estavam mais avançados no noroeste do Paraná e na região de Garça, em São Paulo, situando-se entre 50% e 60%.

 

Na Mogiana Paulista, no Cerrado Mineiro, no Sul e na Zona da Mata de Minas Gerais, a colheita ainda não havia chegado à metade do estimado para este ano (vide tabela) de acordo com o Cepea.

O cenário do arábica aponta atraso na colheita de forma generalizada, uma vez que todas as áreas produtoras já haviam rompido a barreira dos 50% na mesma época do ano passado.

 

Por outro lado, segundo o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, a qualidade apresenta boa melhora em relação à safra anterior.

 

"À medida que surgem os lotes mais novos, fica evidenciada a melhora da qualidade na comparação com 2017. Os frutos estão mais graúdos, alcançando peneiras altas e boa bebida. Além disso, praticamente não há mais relatos de grãos mais cascudos, fato que foi observado no começo dos trabalhos", comenta.

 

Tanto o serviço meteorológico Climatempo quanto a Somar Meteorologia indicam que o clima deverá permanecer seco ao longo dos próximos dias, favorecendo o andamento da colheita no Brasil.

 

As agências informam que uma forte massa de ar seco ganha força no centro-sul do País, o que gerará dias com sol, pouca nebulosidade e umidade do ar baixa.

 

O presidente do CNC lembra que a safra deste ano será recorde, ao redor de 58 milhões de sacas, volume que, segundo ele, possibilitará ao País honrar com o consumo interno da bebida e os compromissos com a exportação.

 

"Nossos estoques estão em níveis historicamente baixos, mas isso ainda não afeta a oferta nacional. Temos que tomar cuidado para não criar alarde e estimular plantios desregrados, fato que gerará excesso de café e o consequente aviltamento dos preços ao produtor", alerta.

 

Brasileiro anota, ainda, que o CNC mantém seus trabalhos no sentido de obter o aumento do consumo da bebida nos países produtores do mundo, de forma que sempre haja equilíbrio entre oferta e demanda e as cotações se estabeleçam em níveis satisfatórios.

 

MERCADO — Em uma semana de movimentação relativamente calma, os futuros do café seguiram caminhos opostos no mercado internacional, com as cotações do arábica recuando e as do robusta tendo leve aumento.

 

A pressão sobre o arábica se dá pela expectativa de oferta superior à demanda mundial na safra atual. Na Bolsa de Nova York, o vencimento set/2018 do contrato "C" recuou 110 pontos, encerrando a sessão de ontem a US$ 1,0880 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o contrato do robusta com vencimento em setembro ascendeu US$ 6, negociado a US$ 1.672 por tonelada.

 

Diante de um cenário sem novidade nos fundamentos, analistas chamam a atenção para o fator clima, alertando que as chances de ocorrência do El Niño são de 50% no último trimestre de 2018. O impacto sobre o café, contudo, deve ser mais intenso no período de transição para o fenômeno, por volta de setembro.

 

Após acumular perdas na semana, motivadas por um maior apetite por risco que estimulou o ingresso de dólares no Brasil, ontem a moeda recuperou parte do declínio puxada pelos comentários otimistas do presidente do Federal Reserve (FED, banco central dos EUA), Jerome Powell, que minimizou o impacto das disputas comerciais. No fechamento de quinta-feira, 19, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 3,8448, com queda semanal de 0,16%.

 

No Brasil, os preços registraram leve declínio na semana, mas apresentaram picos de alta em alguns dias acompanhando as oscilações do mercado internacional e do dólar.

 

Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 434,80/saca e a R$ 332,59/saca, com perdas de 1,6% e 0,85% respectivamente.

 

Para o café arábica, analistas informam que os agentes continuam afastados do mercado e os negócios permanecem calmos. No cenário do robusta, produtores estiveram mais ativos no spot, à medida que as cotações externas e do dólar oscilavam para picos de alta.

 

 

 

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