Recursos do Funcafé cresceram 91,7% nos últimos 10 anos



O aumento real dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) liberados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para financiamentos destinados ao setor cafeeiro, na última década, foi de 91,7%, saltando de R$ 3.160 bilhões (2013) para R$ 6.058 bilhões (2022), segundo levantamento do Conselho Nacional do Café (CNC), o guardião do Funcafé.

Sempre atento às demandas do setor cooperativista e do produtor de café, o CNC, braço operacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), credita os avanços do Funcafé a boa gestão e sinergia entre os segmentos da cadeia produtiva e governo federal no âmbito do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).


Criado em 1986, para financiar safras, equilibrar ofertas e desenvolver o setor cafeeiro, o Fundo, vem somando conquistas importantes para a cadeia produtiva do café safra após safra. Uma prova disso, são os recursos recordes de crédito liberados nos últimos anos em todas as linhas oferecidas.


Em 2021, o orçamento aprovado foi de R$ 5,9 bilhões. Para o ciclo 2022/23, o Funcafé (banco do produtor) oferecerá montante recorde R$ 6,05 bilhões em crédito. Entre as novidades para a safra 2022/23, conforme portaria nº 442 publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) da última terça-feira (7), no Diário Oficial da União (DOU), estão mudanças no remanejamento de recursos sem novo trâmite e antecipação de assinatura de contratos, oportunizando a liberação dos valores logo após a publicação do Plano Safra. O que, segundo o presidente do CNC, Silas Brasileiro, dará mais agilidade e assertividade na aplicação dos recursos.


Do total de R$ 6,058 bilhões, cabe ressaltar que R$ 1,57 bilhão serão aplicados para linhas de custeio; R$ 2,17 bilhões para financiar a estocagem de café; R$ 1,38 bilhão para aquisição; R$ 775 milhões destinados ao capital de giro; R$ 160 milhões para recuperação de cafezais danificados.


O que é o Funcafé


Criado em 1986, o Funcafé passou a ser o principal fomento do setor cafeeiro brasileiro. Desenvolve um trabalho que faz jus ao status ocupado hoje pelo Brasil no mundo quando ao assunto é café: o de maior produtor e exportador e segundo maior consumidor mundial.


Como o Fundo beneficia a cadeia cafeeira


Pelo fato de oferecer linhas de crédito em praticamente todas as áreas da cadeia do café, o Funcafé – único banco nacional específico de uma cultura – promove um avanço significativo da cafeicultura nacional. “O avanço tecnológico e os estudos realizados proporcionaram variedades de plantas mais produtivas, resistentes a pragas e doenças, com excelente resposta às condições climáticas adversas. Isso só foi possível com o aporte dos recursos do Funcafé”, ressalta Silas Brasileiro.


Observando esses princípios, o CNC tem participado de várias discussões sobre o essencial investimento em pesquisa, aumentando assim a produtividade, com foco na qualidade, bem como baixar custos, sendo esse o caminho a ser adotado como representantes da produção brasileira de café.


Um dos elos fundamentais da cadeia produtiva são as cooperativas de crédito, pois estão muito próximas do produtor e oferecem recursos aos pequenos cafeicultores, que representam 78% da produção brasileira. “Portanto, o cooperativismo de crédito, braço forte do produtor, atua no apoio direto e indireto aos cafeicultores; disponibilizando crédito e novos recursos, auxiliando na solução de problemas, oferecendo o melhor atendimento e as melhores condições no alongamento dos prazos de suas dívidas. Percebe-se que houve aumento significativo da participação das cooperativas de crédito nas operações com recursos do Funcafé. Esse interesse beneficia diretamente o pequeno cafeicultor, facilitando seu acesso aos recursos, além de dar condições às cooperativas de crédito de aumentar sua importância no fomento à concorrência”, finaliza o presidente do CNC.