Representações da cafeicultura seguem trabalhando em defesa dos Cafés do Brasil
- SILAS BRASILEIRO

- 1 de dez.
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O Conselho Nacional do Café (CNC) participou, nesta terça-feira (25), da reunião promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, ao lado da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), e da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), para tratar das tarifas norte-americanas aplicadas ao café solúvel do Brasil.
O encontro foi conduzido pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e pelo ministro Carlos Fávaro, que receberam as entidades do café para dialogar sobre as medidas necessárias à retomada da competitividade do produto brasileiro no mercado dos Estados Unidos — hoje impactado pela manutenção da tarifa de 50% para o café solúvel.
Para o CNC, a reunião representou um avanço importante no alinhamento entre governo e setor produtivo. As entidades apresentaram dados, cenários e alternativas que reforçam a urgência de uma solução que devolva ao Brasil condições equitativas de acesso ao mercado norte-americano. Entre as sugestões levadas pelo setor, destacou-se a proposta de retirada dos atuais 17% de tarifa que o Brasil aplica às importações de café solúvel dos EUA — uma concessão estratégica que demonstra boa-fé e busca de isonomia entre as partes.
O vice-presidente Alckmin acolheu positivamente a proposta, registrando-a como elemento relevante para fortalecer os argumentos brasileiros nas negociações bilaterais, afirmando que a medida seria “munição para os nossos negociadores”. Para o CNC, esse reconhecimento demonstra que o governo compreende a dimensão do impacto do tarifaço e está disposto a conduzir as tratativas com firmeza e equilíbrio.
A reunião também reafirmou a união da cadeia produtiva do café em torno das indústrias de solúvel, que representam uma parcela relevante do valor agregado do setor e são fundamentais para a manutenção do protagonismo internacional do Brasil. A presença conjunta do CNC, Cecafé, ABIC, ABICS e BSCA evidencia a maturidade institucional e o compromisso coletivo com os interesses do país.
O CNC seguirá contribuindo tecnicamente com o governo federal, defendendo soluções que assegurem a previsibilidade, a isonomia e a ampliação de mercados para o café brasileiro. O momento requer firme coordenação institucional, e o CNC permanecerá atuante em defesa das cooperativas, dos produtores e de toda a cadeia do café.
“O Conselho Nacional do Café reconhece e agradece o empenho dos ministros Carlos Fávaro e Geraldo Alckmin, que têm conduzido com seriedade, diálogo e visão estratégica as pautas essenciais para o fortalecimento do nosso setor. O profissionalismo, a abertura ao diálogo e a capacidade de articulação de ambos têm sido determinantes para avançarmos em questões complexas, como as tarifas aplicadas ao café brasileiro. A postura firme, equilibrada e comprometida de Fávaro e Alckmin demonstra um governo atento às demandas do campo e ao papel do café na economia nacional. Em nome do CNC, expresso nosso respeito e nosso reconhecimento pelo trabalho exemplar que ambos vêm realizando em favor do agronegócio brasileiro”, destacou Silas Brasileiro, presidente do CNC.
Foto: André Neiva / MDIC
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