Acordo Mercosul–EFTA: novas oportunidades e desafios para a cafeicultura brasileira
- 19 de set. de 2025
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O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado no último dia 16 de setembro, no Rio de Janeiro, representa uma conquista importante de nosso governo para a inserção internacional dos produtos agroindustriais brasileiros. Entre os setores beneficiados está a cafeicultura, que ganha acesso ampliado e preferencial a mercados de alto poder aquisitivo como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
De acordo com o documento oficial do Ministério das Relações Exteriores, quando o acordo entrar em vigor, quase 99% do valor exportado pelo Brasil em bens agrícolas e industriais terá acesso em livre comércio. No caso do café, o produto torrado está entre os que terão tratamento tarifário preferencial, favorecendo a exportação de produtos de maior valor agregado.
O que muda para produtores e cooperativas
Mais espaço para o café torrado
A eliminação imediata das tarifas de importação para o setor industrial, que inclui cafés processados, cria oportunidades para cooperativas e empresas brasileiras investirem em torrefação e embalagens no país, exportando não apenas matéria-prima, mas marcas consolidadas e produtos diferenciados.
Valorização das Indicações Geográficas (IGs)
Outro ponto relevante é a proteção de 63 Indicações Geográficas brasileiras no bloco europeu, o que fortalece a identidade e a reputação de regiões produtoras. Cafés do Cerrado Mineiro, do Sul de Minas, da Mantiqueira de Minas, da Alta Mogiana, do Espírito Santo e de outras origens passam a contar com reconhecimento formal, blindando sua autenticidade contra imitações e ampliando seu valor no mercado externo.
Facilitação de comércio agropecuário
O acordo estabelece mecanismos como o “prelisting” e a regionalização, que reduzem entraves sanitários e agilizam o comércio de produtos de origem animal e vegetal. Isso significa mais previsibilidade e menos burocracia para exportadores brasileiros, incluindo cooperativas cafeeiras.
Novos desafios de competitividade e conformidade
Ao mesmo tempo em que abre portas, o acordo também traz desafios. Os países da EFTA possuem consumidores altamente exigentes, que demandam rastreabilidade, sustentabilidade e certificações socioambientais rigorosas. Para produtores e cooperativas, será fundamental continuar a investir em qualidade, boas práticas agrícolas e processos de conformidade, sob pena de perder competitividade.
Compromisso do CNC
O Conselho Nacional do Café (CNC) avalia que o Acordo Mercosul–EFTA é uma oportunidade estratégica para a cafeicultura nacional ampliar sua presença em mercados premium, mas reforça a necessidade de políticas públicas e de investimentos em estrutura, assistência técnica e capacitação de produtores e cooperativas.
Nosso compromisso é apoiar a cadeia produtiva na adaptação às novas exigências, promovendo a valorização da qualidade, a organização da produção e a conquista de mais espaço para o café brasileiro no cenário internacional.
Mais do que abrir mercados, o acordo convida o setor a reafirmar sua vocação para a excelência e para a sustentabilidade, posicionando o café do Brasil como referência mundial em qualidade, origem e inovação.
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Assessoria de Comunicação
Alexandre Costa – ascomsilasbrasileiro@hotmail.com
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