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Preço mínimo é reajustado abaixo dos custos de produção


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou os reajustes para os preços mínimos e cafés arábica e conilon para a safra 2023/2024. Os novos valores passam a vigorar a partir de julho deste ano até junho de 2024.


O valor do café arábica teve aumento de 12,77%, saindo de R$ 606,66/saca de 60 kg para R$ 684,16/saca de 60 kg. O café é do tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e teor de umidade de até 12,5%. Já o café conilon, tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima e teor de umidade de até 12,5%, teve reajuste de 5,8%, de R$ 434,82/saca de 60 kg para R$ 460,02.


O programa de preço mínimo do café é uma iniciativa do governo brasileiro para garantir um valor mínimo para os produtores de café, protegendo-os de oscilações de mercado que possam prejudicar a sua renda. O programa continua sendo uma importante política pública para o setor cafeeiro no Brasil. Ele ajuda a garantir a estabilidade da renda dos produtores e a manter o país como o maior produtor de café do mundo. No entanto, é importante que o programa seja revisado regularmente para garantir que ele continue atendendo às necessidades dos produtores e do mercado em geral.


Aumento dos custos pesando no bolso do produtor


Nos últimos três anos, especialmente, houve um aumento significativo nos custos de produção de café no Brasil devido a vários fatores. Um dos principais foi a inflação e o aumento dos preços dos combustíveis e energia elétrica que contribuíram substantivamente para o aumento dos custos de produção.


Outro fator importante é o aumento dos encargos trabalhistas, em parte devido às mudanças na legislação e às demandas crescentes dos trabalhadores por salários e benefícios mais altos. Além disso, a falta de mão de obra qualificada em algumas regiões também aumentou os custos de contratação e treinamento de trabalhadores.


Além disso, contribuiu para a majoração dos custos, o aumento dos preços de insumos agrícolas, como fertilizantes, pesticidas e combustível, principalmente em razão da pandemia do Covid-19 e da guerra Rússia versus Ucrânia. O aumento dos preços desses insumos afetou significativamente os custos de produção e a rentabilidade dos produtores de café.


Por fim, o clima instável e as mudanças climáticas também afetaram a produção de café e contribuíram para o aumento dos custos de produção. Secas prolongadas, chuvas excessivas e mudanças na temperatura afetaram a qualidade e quantidade da produção de café, o que pode levar a perdas e a um aumento nos custos de manejo.


Veja a tabela completa dos preços mínimos publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (06)



Com informações da Ascom MAPA e Conab

Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação

Alexandre Costa – ascomsilasbrasileiro@hotmail.com

(61) 3226-2269

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