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Araguari sedia Abertura da Safra Mineira de Café 2026 com assinatura histórica de projeto voltado à preservação hídrica

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

O encontro reunirá grandes nomes do agronegócio, economia e política, e marcará a implementação do “Café Produtor de Água” na Sub-bacia do Araras.


Nos dias 1 e 2 de junho, a cidade de Araguari (MG) será o centro das atenções da cafeicultura nacional. A sede da Coocacer receberá a Abertura da Safra Mineira de Café 2026, evento que simboliza o início oficial da colheita no estado. Reconhecido como um dos encontros mais relevantes da cadeia produtiva, a edição deste ano vai além da celebração da força do produtor rural, trazendo um marco decisivo para a sustentabilidade no campo: a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) do projeto “Café Produtor de Água”.


O Programa Café Produtor de Água: Origem e Ações Técnicas


Criado em 2021 pelo Conselho Nacional do Café (CNC), o Programa Café Produtor de Água nasceu de uma necessidade urgente: a possibilidade de uma severa escassez hídrica.


O projeto, que iniciou suas ações-piloto com sucesso em Alpinópolis (MG) e desde então vem se expandindo, tem como meta principal conciliar a produção cafeeira com a conservação dos recursos naturais.


No dia 1º de junho, autoridades e instituições parceiras formalizarão o ACT que viabiliza o programa em Araguari, definindo como área-piloto prioritária a Sub-bacia do Araras. Atualmente, a região utiliza um grande volume de sua disponibilidade hídrica (superficial e subterrânea).


O projeto atua com ações diretas na propriedade, como:


  • Recuperação e conservação de áreas de recarga e nascentes, além do plantio e proteção de matas ciliares.

  • Construção de bacias de contenção (barraginhas), fundamentais para reduzir a velocidade da enxurrada.

  • Redução da erosão e do assoreamento de rios e lagos.

  • Aumento da infiltração de água no solo e recarga hídrica.

  • Revitalização de estradas rurais, essencial para o escoamento da produção e para evitar o carreamento de sedimentos para os mananciais.


Uma das premissas inovadoras do programa é o seu modelo econômico pautado na responsabilidade compartilhada (share responsibility). O projeto entende que a água consumida nas cidades e indústrias é, em grande parte, resguardada no campo através de boas práticas agrícolas na cafeicultura. Como os benefícios dessas práticas geram ganhos para toda a sociedade, os custos da sustentabilidade também devem ser divididos com parceiros, órgãos públicos e demais elos da cadeia produtiva (exportadoras, indústria e consumidores).


O programa funciona sob o conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e é de adesão voluntária pelos cafeicultores. Através do Projeto Individual por Propriedade (PIP), que mapeia as necessidades de cada fazenda, os produtores que adotam manejos conservacionistas passam a receber incentivos e compensações pelos serviços ambientais prestados.


Para viabilizar essas ações em Araguari, formou-se uma rede robusta de cooperação. A união de forças engloba: CNC, Coocacer, Prefeitura Municipal de Araguari, Secretarias Municipais (Agricultura e Meio Ambiente), Câmara de Vereadores, Sebrae, Sicoob, Superintendência de Água e Esgoto (SAE), além dos parceiros nacionais, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a OCB, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Emater-MG e a Embrapa Café.

Organização de excelência e presenças de peso


O sucesso esperado para o encontro reflete o empenho das lideranças locais. O presidente do CNC, Silas Brasileiro, fez questão de enaltecer o nível de excelência da iniciativa: “Eu quero deixar um reconhecimento muito especial, em nome do Conselho Nacional do Café, do trabalho extraordinário da diretora executiva da Coocacer, Eliane Cristina, e sua equipe. A grandeza do evento demonstra o quanto a cafeicultura evoluiu em organização, pujança e competência”, disse ele.

A programação oficial tem início às 15h do dia 1º de junho. Um dos destaques da tarde será a palestra do economista e ex-ministro Paulo Guedes, com o tema “O Agro sustenta o Brasil – Mas quem sustenta o Agro?”. Logo após, o jornalista José Luiz Tejon conduzirá um painel estratégico com governadores e senadores para debater políticas públicas e investimentos privados.


Fórum Mineiro do Agronegócio Sustentável


A programação continua na manhã do dia 2 de junho com o Fórum Mineiro do Agronegócio Sustentável. A abertura contará com uma Palestra Magna de Celso Moretti, ex-presidente da Embrapa.


Outro momento aguardado é o painel AGROCONECTA ELAS, às 11h. Moderado pela jornalista Rachel Sheherazade, o espaço debaterá liderança feminina no campo com representantes de associações como IWCA Brasil, Flores no Café e ABCZ Mulheres.


O evento, realizado pelo CNC e Coocacer Araguari, conta com o apoio oficial do Governo de Minas Gerais, CODEMGE, CEMIG, Invest Minas e ACA (Associação dos Cafeicultores de Araguari).


Mais informações: www.saframineiradecafe.com.br




Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação

 
 
 

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