Cooperativismo é oficialmente reconhecido como parte da cultura brasileira
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O cooperativismo foi oficialmente reconhecido como parte da cultura brasileira com a sanção da Lei nº 15.433/2026, um marco que o Conselho Nacional do Café (CNC) recebe com entusiasmo. Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a nova legislação é o reconhecimento de uma trajetória que define o Brasil, “o cooperativismo de produção e crédito sempre foi a espinha dorsal da nossa cafeicultura, garantindo que o pequeno e o grande produtor falem a mesma língua e alcancem o mesmo sucesso.
Este reconhecimento legal é uma vitória justa, mas, para nós, é também uma convocação”, disse ele. Silas Brasileiro também afirma que o CNC continua sendo braço operacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), transformando a chancela cultural em mais força para as cooperativas, garantindo que a cooperação continue sendo o motor da renda, da sucessão familiar e da sustentabilidade no campo.
Ao reunir 25,8 milhões de brasileiros, o cooperativismo se consolida não apenas como um modelo de negócios, mas como uma estratégia essencial de desenvolvimento. A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, ressalta a relevância do movimento nesse cenário: “O Brasil afirma, oficialmente, que cooperar faz parte da sua identidade. Isso fortalece nossa legitimidade e amplia a percepção de que o cooperativismo é um modelo estratégico para o crescimento do país”, afirmou.
Para o setor cafeeiro, este reconhecimento ganha densidade e aplicação prática direta através do CNC, que atua na conversão dos princípios da cooperação em políticas e ações que garantem a sustentabilidade e a competitividade do café brasileiro. O trabalho do Conselho é o elo indispensável que permite que a cultura cooperativista, agora protegida por lei, se traduza em suporte técnico, defesa de interesses e prosperidade para as cooperativas e seus produtores em todo o território nacional.
Vale ressaltar que a estrutura do setor cooperativista cafeeiro conta com 97 cooperativas de café, reunindo cerca de 330 mil cafeicultores em todo o Brasil. Essas cooperativas são responsáveis por aproximadamente 65% da produção nacional e 35% das exportações brasileiras de café, oferecendo suporte técnico, acesso a crédito e promovendo práticas sustentáveis. No Brasil, estão ligadas à OCB, 4.509 cooperativas de diversos ramos de atuação, com 23,4 milhões de cooperados e cerca de 550 mil empregos diretos.
A Lei nº 15.433/2026 abre um novo ciclo para o agronegócio. O desafio, agora, é utilizar esse respaldo institucional para fortalecer ainda mais as cooperativas de café, assegurando que o modelo que já transforma a vida de milhares de famílias seja protagonista nas futuras políticas públicas do país. O CNC reafirma seu compromisso de liderar essa frente, unindo a visão estratégica da OCB à execução técnica necessária para que o cooperativismo cafeeiro continue sendo um dos maiores exemplos de sucesso do Brasil para o mundo.
Silas Brasileiro ressaltou, de forma especial, a liderança exercida por Márcio Lopes de Freitas e Tânia Zanella, destacando suas contribuições decisivas para o fortalecimento do cooperativismo brasileiro e sua projeção no cenário internacional. Segundo ele, a atuação de Márcio e Tânia à frente da OCB tem sido marcada por visão estratégica, capacidade de articulação e defesa permanente dos interesses do setor, consolidando o cooperativismo como um dos pilares do desenvolvimento econômico e social do país. Como conselheiro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Márcio também tem ampliado o protagonismo do Brasil nas discussões globais, levando a experiência e a força do modelo cooperativista brasileiro para os principais fóruns internacionais e contribuindo para o reconhecimento do país como referência mundial no segmento.
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Alexandre Costa – ascomsilasbrasileiro@hotmail.com












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