top of page

Sustentabilidade e trabalho decente: CNC e consultoria internacional debatem avanços na cadeia produtiva do café

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Em reunião estratégica com especialista em Direitos Humanos, Conselho Nacional do Café destaca tolerância zero a irregularidades, investimentos em ciência e celebra a aprovação da “Lei dos Safristas”.


O fortalecimento do pilar social e o fomento ao trabalho decente na cafeicultura brasileira foram os temas centrais de uma reunião estratégica de alta relevância realizada nesta quarta-feira (20) entre o Conselho Nacional do Café (CNC) e o consultor internacional sênior em Negócios e Direitos Humanos, Dominic Rietmann, da organização Focus Right. O encontro liderado pelo presidente do CNC, Silas Brasileiro, e acompanhado pela técnica Luiza Kreimeier, serviu para apresentar o Brasil como líder global em sustentabilidade e alinhar as diretrizes para uma importante missão de pesquisa de campo internacional agendada para junho.


Durante o debate, Silas Brasileiro enfatizou que o CNC, representante legítimo de 65% da produção cafeeira nacional (cuja base é composta por 78% de pequenos produtores), adota uma política de rigidez absoluta quanto ao cumprimento das normas laborais. O presidente do CNC esclareceu que, embora episódios de irregularidades graves ou trabalho análogo à escravidão sejam raros e isolados na atualidade — decorrentes de falhas de comunicação ou falta de estrutura na agricultura familiar —, a resposta do setor cooperativo é imediata. Qualquer produtor associado formalmente flagrado em situação degradante é excluído sumariamente do quadro da cooperativa, perdendo todo o suporte técnico, logístico e comercial do sistema.


Avanços Trabalhistas e a Celebração da ‘Lei dos Safristas’


A consolidação das boas práticas trabalhistas no campo ganhou um impulso histórico recente com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, conhecido como a ‘Lei dos Safristas’. O projeto, fruto de uma intensa e persistente articulação institucional promovida pelo CNC ao lado de lideranças parlamentares – deputados Zé Vitor (autor), Odair Cunha (relator inicial) e Evair de Melo (relator final) – , traz uma solução definitiva para um dos principais gargalos operacionais da colheita cafeeira: a segurança na contratação de trabalhadores temporários.


A nova legislação garante formalmente que os trabalhadores da safra mantenham os direitos a programas assistenciais do Governo Federal, como o Bolsa Família, durante o período de vigência de seus contratos de curto prazo.


Contudo, o CNC destaca que é necessário que a renda percebida no período da safra seja desconsiderada para não ultrapassar o teto do Bolsa Família. Áfirma também que há uma necessidade de simplificação no processo de contratação temporária, por ser ainda muito difícil para pequenos produtores a dinâmica de registro atual, sendo fundamental o alinhamento do que for acordado e o legislado.


Anteriormente, o receio de perder o benefício e enfrentar burocracias para reincluir a família no programa governamental gerava enorme resistência à formalização, empurrando o campo para a informalidade e causando um verdadeiro ‘apagão’ de mão de obra qualificada no momento do pico da colheita.


Ciência e a Adequação às Realidades Tropicais


Além das discussões de cunho regulatório, o CNC chamou a atenção para o grande aporte financeiro que o setor realiza para modernizar e proteger o trabalhador e o ecossistema. Por meio de recursos próprios e repasses sistemáticos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) direcionados à Embrapa Café, a cafeicultura brasileira já investiu mais de R$ 460 milhões em ciência e inovação tecnológica.


Esses recursos financiam pesquisas para o desenvolvimento de defesas sanitárias biológicas de última geração, que se provam substancialmente menos ofensivas à natureza e asseguram um ambiente laboral muito mais seguro para os operadores no campo.


O encontro também serviu para ponderar críticas quanto a exigências excessivas de órgãos e agências certificadoras internacionais. O CNC argumentou sobre a necessidade urgente de sensibilizar o mercado externo quanto às especificidades da agricultura tropical.


Modelos de certificação que impõem Limites Máximos de Resíduos (LMR) baseados rigidamente em parâmetros europeus ignoram que o clima frio do Hemisfério Norte atua naturalmente no controle de pragas, uma dinâmica completamente distinta dos biomas tropicais complexos que o Brasil maneja com alto rigor e segurança técnica via Anvisa.


Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
  • Flickr - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
  • LinkedIn - Black Circle
  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
bottom of page