CNC e CNA reforçam alinhamento para fortalecer defesa da produção cafeeira
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Visita de representantes da CNA ao Conselho Nacional do Café debateu estratégias de atuação conjunta, alinhamento de posições no CDPC e fortalecimento da representação dos produtores
O Conselho Nacional do Café (CNC) recebeu, em visita de cortesia, o assessor de Política Agrícola, Guilherme Rios e o presidente da Comissão de Café, Ademar Pereira, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em encontro realizado a convite do deputado Silas Brasileiro, presidente do CNC. A reunião teve como principal objetivo promover maior aproximação institucional entre as entidades e discutir o fortalecimento da defesa e da representação da cafeicultura, especialmente sob a perspectiva da produção.
Durante o encontro, Silas Brasileiro apresentou uma contextualização sobre a estrutura da representação da cafeicultura brasileira, os desafios enfrentados pelo setor e a importância de uma atuação coordenada entre as entidades que representam as cooperativas, sindicatos e os produtores. O presidente do CNC também apresentou documentos e temas estratégicos que estão em tramitação ou em discussão, como a ProMecafé, o Acordo Internacional do Café de 2022 (AIC 2022), que tramita no Parlamento brasileiro, e iniciativas relacionadas ao levantamento do parque cafeeiro.
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de estabelecer critérios e mecanismos permanentes de trabalho conjunto entre CNC e CNA, especialmente para o alinhamento das posições da produção no âmbito do Comitê Técnico e do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).
A reunião também abordou a importância da participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) na defesa dos interesses da produção, inclusive com sua integração ao Comitê Técnico do CDPC, considerando que a pasta já participa do Conselho Deliberativo.
Para Silas Brasileiro, a união entre as entidades é fundamental para garantir que os interesses do setor produtivo sejam efetivamente considerados nos processos de formulação de políticas públicas e regulamentações. O presidente do CNC destacou ainda que CNC e CNA podem ampliar a atuação conjunta em defesa das cooperativas e dos pequenos produtores, que representam a maioria dos cafeicultores brasileiros.
Setor produtivo precisa estar articulado
Durante a reunião, Guilherme Rios ressaltou a necessidade de maior articulação e rapidez na atuação das entidades de representação. Segundo ele, a indústria possui forte capacidade de organização e articulação não apenas na cafeicultura, mas também em outras cadeias do agronegócio. Quando a produção atua de forma dispersa, temas importantes podem avançar sem a participação adequada dos produtores.
Como exemplos, foram citadas discussões envolvendo a indústria de bioinsumo e a produção de insumos on-farm. Para Rios, a representação do setor produtivo precisa ser capaz de apresentar respostas rápidas diante de projetos de lei, decretos, regulamentações e outras medidas que possam impactar diretamente a atividade rural.
O representante da CNA também reconheceu a existência de momentos em que a entidade apresenta maior tempo de resposta às demandas dos setores e afirmou que pretende contribuir para reduzir esse intervalo.
Integração diante das transformações da cafeicultura
Outro tema discutido foi a evolução da produção brasileira de café, com destaque para o avanço do conilon e para a importância da produção de arábica. A avaliação conjunta foi de que as transformações pelas quais passa a cafeicultura exigem uma representação cada vez mais integrada, técnica e ágil.
Nesse contexto, o acompanhamento de pautas estratégicas, como o AIC 2022, a ProMecafé e os levantamentos relacionados ao parque cafeeiro, foi apontado como fundamental para garantir que as decisões sejam tomadas com base na realidade e nas necessidades da produção.
A aproximação entre CNC e CNA também reforça a necessidade de construção de posições convergentes para a representação da produção dentro do CDPC, evitando dispersão de esforços e ampliando a capacidade de interlocução do setor junto ao governo e às demais cadeias da atividade cafeeira.

Ao final do encontro, ficou reforçado o entendimento de que a união das entidades de representação é fundamental para fortalecer a voz dos produtores de café. A atuação coordenada, o compartilhamento de informações e a maior velocidade na construção de posicionamentos devem contribuir para que os interesses da produção estejam presentes de forma mais efetiva nas decisões que impactam o futuro da cafeicultura brasileira.
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Assessoria de Comunicação
Alexandre Costa – ascomsilasbrasileiro@hotmail.com












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