CNC reativa Comitês Técnicos e amplia articulação para enfrentar desafios da cafeicultura brasileira

Retomada dos fóruns de Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade fortalece a participação das cooperativas e associações na construção de soluções e posicionamentos para o setor
O Conselho Nacional do Café (CNC) deu um novo passo para fortalecer ainda mais a articulação da produção cafeeira brasileira com a reativação de seus Comitês Técnicos, em reunião realizada nesta quarta-feira (16). A retomada dos trabalhos reúne representantes das cooperativas, associações e instituições que integram o Conselho em quatro áreas estratégicas para a cafeicultura: Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade.
A iniciativa representa a retomada de um importante espaço de intercooperação, troca de conhecimento e construção coletiva, no qual as entidades podem apresentar demandas, compartilhar experiências e contribuir diretamente para a formulação de propostas de interesse da cafeicultura brasileira.

“Os Comitês Técnicos são formados por lideranças indicadas pelas próprias cooperativas e entidades participantes. Entre suas atribuições estão a articulação de competências da rede, a identificação de desafios e fatores críticos nas diferentes regiões produtoras, a discussão de temas estratégicos e a apresentação de demandas para que o CNC atue junto às entidades governamentais e ao Congresso”, destaca Silas Brasileiro, presidente do CNC.
Uma nova etapa de articulação
A reativação ocorre em um momento em que a cafeicultura brasileira enfrenta transformações importantes nos mercados nacional e internacional, com novas exigências regulatórias, tecnológicas, ambientais e comerciais.
Nesse cenário, a retomada dos Comitês amplia a capacidade do CNC de ouvir a base produtiva, organizar informações, avaliar desafios e transformar as demandas das cooperativas em ações institucionais.
Quatro áreas estratégicas para a cafeicultura
A estrutura técnica do CNC está organizada em quatro Comitês:
Comitê de Comunicação — voltado à promoção da intercooperação e à difusão das ações realizadas pelo CNC e pelas cooperativas em benefício dos cafeicultores, ampliando o acesso a informações de qualidade e valorizando a importância da produção na cadeia do café.
Comitê de Estatística — dedicado ao aprimoramento de informações e metodologias relacionadas à produção cafeeira, incluindo levantamentos de safra, parque cafeeiro e custos de produção, em articulação com instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), UFMG, entre outros.
Comitê de Pesquisa & Tecnologia — criado para tratar de questões relacionadas à produção e comercialização, com foco em soluções tecnológicas, inovação, manejo das lavouras e segurança alimentar.
Comitê de Sustentabilidade — responsável por discutir práticas sustentáveis, dar visibilidade às ações desenvolvidas no campo e contribuir para que a cafeicultura brasileira esteja preparada para as demandas ambientais, sociais e econômicas dos mercados.
A retomada desses quatro fóruns permite, portanto, que o CNC tenha uma estrutura permanente de diálogo técnico com diferentes segmentos e regiões da produção cafeeira.
EUDR evidencia importância da retomada
Um dos primeiros temas a mobilizar essa nova etapa de trabalho foi o Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). Durante a reunião do Comitê de Sustentabilidade, realizada de forma virtual, o Superintendente do CNC, Daniel Barcelos Vargas, apresentou o cenário das discussões relacionadas à implementação do regulamento e os possíveis impactos para cooperativas e associações brasileiras.
Entre os pontos abordados estiveram as discussões europeias sobre categorização de risco, os possíveis efeitos de classificações inadequadas e a necessidade de preparação das organizações brasileiras.
Outro ponto importante: a União Europeia publicou, em 17 de setembro de 2026, uma atualização do EUDR que inclui o café solúvel entre os produtos abrangidos pelo regulamento. A mudança contempla os produtos classificados no código SH 2101 11 00 – “extratos, essências e concentrados de café” – e será aplicável a partir de 30 de dezembro de 2027. Para o café verde, torrado e descafeinado, não há mudança nesta atualização: esses produtos já estavam contemplados pelo EUDR no código SH 0901, com aplicação a partir de dezembro de 2026. Assim, a principal novidade para o setor cafeeiro é a inclusão do café solúvel no escopo do EUDR, com prazo específico de aplicação a partir de dezembro de 2027.
Para saber mais: https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=OJ:L_202602102
Os temas demonstram, na prática, a importância de uma estrutura técnica capaz de acompanhar mudanças regulatórias, reunir informações do setor e construir uma atuação coordenada.
Para o CNC, a discussão sobre o EUDR não se encerra em uma única reunião. Ela deverá integrar uma agenda permanente de acompanhamento, análise e articulação institucional.
Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação
Alexandre Costa – ascomsilasbrasileiro@hotmail.com












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