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CNC reativa Comitês Técnicos e amplia articulação para enfrentar desafios da cafeicultura brasileira

há 8 horas
3 min de leitura

Retomada dos fóruns de Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade fortalece a participação das cooperativas e associações na construção de soluções e posicionamentos para o setor


O Conselho Nacional do Café (CNC) deu um novo passo para fortalecer ainda mais a articulação da produção cafeeira brasileira com a reativação de seus Comitês Técnicos, em reunião realizada nesta quarta-feira (16). A retomada dos trabalhos reúne representantes das cooperativas, associações e instituições que integram o Conselho em quatro áreas estratégicas para a cafeicultura: Comunicação, Estatística, Pesquisa & Tecnologia e Sustentabilidade.


A iniciativa representa a retomada de um importante espaço de intercooperação, troca de conhecimento e construção coletiva, no qual as entidades podem apresentar demandas, compartilhar experiências e contribuir diretamente para a formulação de propostas de interesse da cafeicultura brasileira.


“Os Comitês Técnicos são formados por lideranças indicadas pelas próprias cooperativas e entidades participantes. Entre suas atribuições estão a articulação de competências da rede, a identificação de desafios e fatores críticos nas diferentes regiões produtoras, a discussão de temas estratégicos e a apresentação de demandas para que o CNC atue junto às entidades governamentais e ao Congresso”, destaca Silas Brasileiro, presidente do CNC.


Uma nova etapa de articulação

A reativação ocorre em um momento em que a cafeicultura brasileira enfrenta transformações importantes nos mercados nacional e internacional, com novas exigências regulatórias, tecnológicas, ambientais e comerciais.


Nesse cenário, a retomada dos Comitês amplia a capacidade do CNC de ouvir a base produtiva, organizar informações, avaliar desafios e transformar as demandas das cooperativas em ações institucionais.


Quatro áreas estratégicas para a cafeicultura

A estrutura técnica do CNC está organizada em quatro Comitês:


Comitê de Comunicação — voltado à promoção da intercooperação e à difusão das ações realizadas pelo CNC e pelas cooperativas em benefício dos cafeicultores, ampliando o acesso a informações de qualidade e valorizando a importância da produção na cadeia do café.


Comitê de Estatística — dedicado ao aprimoramento de informações e metodologias relacionadas à produção cafeeira, incluindo levantamentos de safra, parque cafeeiro e custos de produção, em articulação com instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), UFMG, entre outros.


Comitê de Pesquisa & Tecnologia — criado para tratar de questões relacionadas à produção e comercialização, com foco em soluções tecnológicas, inovação, manejo das lavouras e segurança alimentar.


Comitê de Sustentabilidade — responsável por discutir práticas sustentáveis, dar visibilidade às ações desenvolvidas no campo e contribuir para que a cafeicultura brasileira esteja preparada para as demandas ambientais, sociais e econômicas dos mercados.


A retomada desses quatro fóruns permite, portanto, que o CNC tenha uma estrutura permanente de diálogo técnico com diferentes segmentos e regiões da produção cafeeira.


EUDR evidencia importância da retomada

Um dos primeiros temas a mobilizar essa nova etapa de trabalho foi o Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). Durante a reunião do Comitê de Sustentabilidade, realizada de forma virtual, o Superintendente do CNC, Daniel Barcelos Vargas, apresentou o cenário das discussões relacionadas à implementação do regulamento e os possíveis impactos para cooperativas e associações brasileiras.


Entre os pontos abordados estiveram as discussões europeias sobre categorização de risco, os possíveis efeitos de classificações inadequadas e a necessidade de preparação das organizações brasileiras.


Outro ponto importante: a União Europeia publicou, em 17 de setembro de 2026, uma atualização do EUDR que inclui o café solúvel entre os produtos abrangidos pelo regulamento. A mudança contempla os produtos classificados no código SH 2101 11 00 – “extratos, essências e concentrados de café” – e será aplicável a partir de 30 de dezembro de 2027. Para o café verde, torrado e descafeinado, não há mudança nesta atualização: esses produtos já estavam contemplados pelo EUDR no código SH 0901, com aplicação a partir de dezembro de 2026. Assim, a principal novidade para o setor cafeeiro é a inclusão do café solúvel no escopo do EUDR, com prazo específico de aplicação a partir de dezembro de 2027.


Os temas demonstram, na prática, a importância de uma estrutura técnica capaz de acompanhar mudanças regulatórias, reunir informações do setor e construir uma atuação coordenada.


Para o CNC, a discussão sobre o EUDR não se encerra em uma única reunião. Ela deverá integrar uma agenda permanente de acompanhamento, análise e articulação institucional.



Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação

 
 
 

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